sábado, 31 de março de 2007
Frases interessantes.....
C. Chaplin
"Faça as coisas o mais simples que puder, porém não as mais simples"
A. Aisten
segunda-feira, 26 de março de 2007
FOCO no que interessa...
1. FOCO em consertar o problema, não em achar o culpado. É muito mais produtivo e muito mais barato, descobrir o que fazer para consertar um problema do que perder tempo tentando descobrir quem é o culpado.
2. FOCO em dizer as pessoas o que você quer, e não como fazê-lo. Você irá perceber que a participação e engajamento das pessoas aumenta quando você dá DIREÇÃO e não INSTRUÇÃO.
3. FOCO na função, e não na papelada. Lembre-se que o seu trabalho é gerenciar uma função específica dentro da sua empresa. A papelada do operacional existe em qualquer atividade, mas não deixe que ela distraia você da sua verdadeira responsabilidade.
4. FOCO em gerenciar, e não em fazer. Não faça nada. O seu trabalho é "planejar, organizar, executar, desenvolver e direcionar" as pessoas. Não perca o seu tempo precioso em fazer coisas que você fazia antes de ser promovido. Eu sei que você se diverte fazendo essas coisas, e que você é bom nisso, mas você precisa concentrar todos os seus esforços em gerenciar as pessoas e não em fazer as tarefas.
5. FOCO em liderar por exemplos, e não por conselhos. Se você tiver que pedir para o seu funcionário trabalhar até mais tarde, esteja também presente. Mesmo que a sua empresa permita que você viaje de primeira classe, se o seu assistente não puder, não viaje. Seja um LÍDER. É mais difícil do que ser um gerente, mas vale a pena.
Posted by Ricardo Jordão Magalhaes on 23-03-2007 at 01:25 in Liderança de Mudanças | Permalink | Comments (0)
sábado, 24 de março de 2007
Princípios interessantes
PRINCÍPIOS DE RIQUEZAS
1) O Segredo do sucesso não é tentar evitar os problemas nem se esquivar ou se livrar deles, mas crescer pessoalmente para se tornar maior do que qualquer adversidade.
2) Se você tem um grande problema, isso quer dizer apenas que está sendo uma pessoa pequena.
3) O principal motivo que impede a maioria das pessoas de conseguir o que quer é não saber o que quer.
4) Se o seu objetivo é ter algum conforto, é provável que você nunca fique rico. Mas, caso a sua meta seja enriquecer, e provável que você alcance uma situação ricamente confortável.
5) Os lideres ganham muito mais dinheiro do que os seguidores.
6) O dinheiro é extremamente importante nas áreas em que produz resultados e insignificante nos campos em que não tem utilidade.
7) Não existe vitimas verdadeiramente ricas.
8) Não há nada errado em ter um contra cheque estável, a não ser que ele interfira na capacidade que você possui de ganhar o que merece. E nesse ponto que esta o problema: ele geralmente interfere.
9) Nunca estabeleça um teto para os seus rendimentos.
quarta-feira, 21 de março de 2007
isso sim é engenharia......
http://www.utc.com/curious/
terça-feira, 20 de março de 2007
Assumir responsabilidades........
Índice Nacional da Construção Civil
O (INCC), calculado pelo IBGE e pela Caixa Econômica Federal, subiu 0,41% em fevereiro. O resultado reflete uma aceleração frente a janeiro, quando a taxa havia sido de 0,27%. O custo da construção civil avançou 0,10 ponto percentual em relação à taxa de fevereiro de 2006 (0,31%).
Nos últimos 12 meses, o índice acumula alta de 5,06%. O custo nacional por metro quadrado passou de R$ 572,52 em janeiro para R$ 574,85 em fevereiro, sendo R$ 333,01 relativos aos materiais e R$ 241,84 à mão-de-obra. A parcela dos materiais registrou alta de 0,49%, acima da variação registrada em janeiro (0,31%). Já a mão-de-obra avançou 0,29% em fevereiro. Rondônia e Piauí registraram as maiores variações mensais em fevereiro, 2,76% e 2,65%, respectivamente, em razão dos reajustes salariais.
fonte: www.pini.com.br
domingo, 18 de março de 2007
Orçamento de Obra
" Por ser a base da fixação do preço do projeto, a orçamentação torna-se uma das principais áreas de negócio da construção. Um dos requisitos básicos para um bom orçamentista é o conhecimento detalhado do serviço. A interpretação aprofundada dos desenhos, planos e especificações da obra lhe permite estabelecer a melhor maneira de atacar a obra e realizar cada tarefa, assim como identificar a dificuldade de cada serviço e conseqüentemente seus custos de execução. Ainda assim, alguns parâmetros não podem ser determinados com exatidão, como é o caso de chuvas, condições do solo, disponibilidade de materiais, flutuações na produtividade dos operários e paralisações.
Orçar não é um mero exercício de futurologia ou jogo de adivinhação. Um trabalho bem executado, com critérios técnicos bem estabelecidos, utilização de informações confiáveis e bom julgamento do orçamentista, pode gerar orçamentos precisos, embora não exatos, porque o verdadeiro custo de um empreendimento é virtualmente impossível de se fixar de antemão. O que o orçamento realmente envolve é uma estimativa de custo em função da qual o construtor irá atribuir seu preço de venda - este, sim, bem estabelecido."
ENFOQUES DO ORÇAMENTO
" O orçamento tem enfoques distintos quando analisados sob o prisma do proprietário da obra ou pelo construtor.
Do ponto de vista do proprietário
O orçamento é a descrição de todos os serviços, devidamente quantificados e multiplicados pelos respectivos preços unitários, cuja somatória define o preço total, ou seja, seu desembolso. Cotação de insumos, percentuais de perdas e produtividade de equipes, por exemplo, não são uma preocupação imediata do proprietário. Ele está mais preocupado com o montante do empreendimento e como esse montante será desembolsado ao longo do tempo.
Do ponto de vista de construtor
O orçamento é a descrição de todos os insumos, devidamente quantificados e multiplicados pelos respectivos custos unitários, acrescidos das despesas indiretas - cuja somatória define o custo total, ou seja, o desembolso do construtor - , mais o lucro e os impostos, gerando então o preço total, que é quanto irá receber. Para o construtor, o orçamento encerra em seu bojo todas as premissas que passam a ser metas de desempenho durante a obra. O preço de venda dos serviços é fixo, custo é variável e precisa ser monitorados em função dessas metas."
sábado, 17 de março de 2007
Sobre a BIZREVOLUTION
www.bizrevolution.com.br
Até os Deuses estendem a mão para o Audacioso.
ENCARE A REALIDADE! Ninguém deve nada para você. O que você alcança na Vida está diretamente relacionado com o quê você faz ou deixa de fazer. NADA É SAGRADO! Você pode mudar tudo na sua vida para melhor ou para pior quando você quiser. Desculpas são para perdedores! Aqueles que assumem a responsabilidade pela vida que tem são os reais vencedores nessa Vida. Vencedores enfrentam os desafios, mesmo sabendo que não existe nenhuma garantia de ser bem-sucedido.
Querida(o) Amiga(o),
Eu quero compartilhar com você a melhor declaração sobre empreendedorismo, amor próprio, auto-estima, convicção e vontade de vencer que eu ouvi nos últimos tempos.
"A maneira tradicional de encarar a exploração do espaço tem sido carregar todo o combustível que você precisa para trazer os astronautas de volta em caso de emergência. Mas para conseguir chegar mais longe, nós precisamos ser mais arrojados. A primeira equipe de expedição precisa viajar até a Lua sem o combustível necessário para retornar a Terra, e produzi-lo por lá. Nós podemos fazer isso em 7 anos, e eu pretendo liderar essa expedição. Houve um tempo em que as pessoas faziam coisas arrojadas para abrir novas fronteiras. Nós coletivamente esquecemos de fazer isso. Hoje nós vivemos um momento em que precisamos ser novamente arrojados." Bill Stone, explorador, 11 de Março na TED Conference.
Quando eu ouvi essa declaração pela primeira vez dias atrás eu fiquei arrepiado.
Pegar um foguete sem combustível para voltar?!!!
É por isso que eu e o Andróide da Johnnie Walker somos FÃS DO SER HUMANO!!! Ele, como eu, não vemos a hora de sentir medo, insegurança, dor, problemas, dúvidas, tristezas e arrepios nas nossas Vidas. Robô é aquele que foge desses sentimentos!
Nesse mundo tão cheio de seguros de vida, carro, casa, status, emprego, telefone, saúde, carteiras de trabalho e sistemas de senhas fortes e segurança criptografada, alguém vai se tornar SER HUMANHO, furar as amarras da mediocridade, embarcar na aventura de seguir as suas próprias convicções, fatos e trabalho.
A beleza da declaração de Bill Stone vai além da coragem de se arriscar. O melhor está no fato de assumir os riscos do projeto, a frente da própria batalha, a responsabilidade pelos próprios erros (se acontecerem), a cobaia da sua própria idéia.
"Se alguém tiver que arriscar alguma coisa, que seja eu; se alguém tiver que morrer por alguma coisa, que seja eu; viva pelas suas próprias convicções, nunca peça para alguém fazer algo que você mesmo não faria, não explore as outras pessoas, não arrisque o pescoço dos outros, não pise no calo de ninguém, não se aproveite da ingênuidade das angústias e das inseguranças das outras pessoas para lucrar sozinho; pague todos os impostos, nunca peça para alguém trazer água para você, levante-se e vai buscar, experimente o seu próprio vinho, seja cliente da sua própria empresa; desafie todos os deuses, por que se existir algum, ele espera que você seja audacioso, e não um medroso, ele te espera no completo desconhecido, e não no céu azul.", lápide do Ricardo Jordão Magalhães, 1969 ∞ 2069.
Dias atrás alguém me perguntou, "Ricardo, a equipe de vendas da minha empresa está acomodada. Os caras viraram tiradores de pedido. Eu não consigo fazê-los trabalhar proativamente, vender novos produtos para novos clientes de novas maneiras. O que eu devo fazer? Mandar todos embora e contratar uma nova equipe?", "Quem é o gerente dessa turma? Quem é o responsável por essas Vidas?", perguntei, "Se você tiver que mandar alguém embora, mande embora o gerente. Se a turma está acomodada, é porque o gerente está acomodado. Se falta audácia na equipe, falta audácia no líder. Fora com o gerente!".
Quem é o responsável pela queda de vendas na sua empresa? O mercado, o Lula, o dólar, o prefeito, o síndico, a equipe de vendas, o sistema de informática que trava todos os dias, o crédito que não sai, o estoque que não baixa, a importação que não chega? BESTEIRA!!!
QUEM É O RESPONSÁVEL PELA BADERNA?!!!
Pare de ser complacente com a equipe, encontre o indivíduo, a causa do problema, o problema. ENCARE A REALIDADE!
Quando o Legacy derrubou o avião da Gol meses atrás, especialistas de todos os tipos apareceram na televisão, internet e blá blá blá responsabilizando uma "série de erros" pelo acidente. "É impossível determinar a causa do problema. Em casos como esse, uma coisa leva a outra" afirmou alguns letrados, É MESMO EINSTEIN??! BESTEIRA!!! Eu posso até engolir a filosofia da causa e efeito e ação e reação, mas a questão é QUEM FOI O RESPONSÁVEL? O problema não está na equipe de controladores de vôo de todo o Brasil, o problema está em UM único controlador; o aparelho do Legacy que detecta outras aeronaves quando estiverem próximas não foi desligado pelos EUA, mas por um único americano preguiçoso. Quem foi ele?
Mas, eu não quero resolver o problema do Legacy, eu tenho certeza que pessoas mais competentes estão engajadas, comprometidas, e não vão esquecer de fazer valer a lei para os responsáveis pelo acidente.
Eu quero resolver o problema da tua empresa. Ou melhor, quem é o responsável por resolver o problema da tua empresa? Ou melhor, quais são os problemas da tua empresa? Você sabe? Tem certeza? De cabeça não vale. Cadê o papel com os problemas da tua empresa escritos nele?
Talvez você já tenha ouvido alguém dizer algo parecido com "Está difícil tirar as idéias do papel e colocar em prática", BESTEIRA!!!! Eu não conheço ninguém que tenha colocado as idéias no papel e não colocado em prática. Mas eu conheço CENTENAS DE PESSOAS que não colocam suas idéias em prática porque NUNCA colocaram as idéias no papel.
Como você pode saber o quê fazer, quando fazer, porque fazer, se vale a pena fazer, e o quê vem antes do quê, se você fica guardando dentro de você?
Eu sei que as vezes você é um cara muito ocupado na posição de gerente de vendas, mas quem é o responsavél pelo problema de vender novos produtos para novos clientes de novas maneiras? Eu sei que as vezes você é um cara muito ocupado na posição de diretor de marketing, mas quem é o responsável por consolidar os diferenciais da empresa? Eu sei que você é uma pessoa muita ocupada como gerente de recursos humanos, mas quem é responsável por ensinar ética e criatividade para todos os funcionários?
Eu não sei sobre você mas eu posso falar sobre mim. A minha lápide já está escrita. Eu não quero que ninguém faça nada por mim. Eu faço as minhas próprias ligações, eu tiro os meus próprios relatórios, eu tenho as minhas próprias interpretações. Eu sou responsável por X números de projetos e estou disposto e ser mandado embora (se não trouxer resultados) ou ser bem recompensado por eles.
Você está pronto para viver no mundo dos Seres Humanos?
NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA.
QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?
Ricardo Jordão Magalhães
Eu quero conversar com os Deuses.
E-Mail e Messenger: ricardom@bizrevolution.com.br
BIZREVOLUTION
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quinta-feira, 15 de março de 2007
Artigo interessante....
Li esta artigo pela primeira vez em 2002, quando estava no segundo ano da faculdade de engenharia civil na UFRN, achei o texto bastante interessante e o que mais me chamou a atenção foi o fato de estar vivendo exetamente o problema que o artigo retrata, na faculdade, que para mim era uma coisa local, específico desta universidade, foi quando vi que era uma coisa específica, mas do ensino da engenharia em todo Brasil.
POR QUE É QUE A GENTE É ASSIM ?Autor: Ênio Padilha
www.eniopadilha.com.br
É na Escola de Engenharia que começa a ser destruída a nossa auto-estima. É na Escola de Engenharia que começa a ser forjado o nosso comportamento autodestrutivo, nosso desprezo pelos valores da própria profissão, nosso desgosto com a nossa própria atividade profissional. É na Escola de Engenharia que nasce a nossa falta de coragem empresarial e essa submissão inaceitável aos caprichos dos clientes.
Engenheiros, Médicos, Arquitetos, Advogados, Agrônomos, Dentistas...
Uma coisa leva à outra: toda vez que, numa conversa qualquer, o assunto “comportamento no mercado” vem à tona acabamos caindo nas inevitáveis comparações de engenheiros, arquitetos e agrônomos com médicos, dentistas e advogados...
Quando me perguntam o que eu acho disso (dessa comparação de profissionais tão diferentes) respondo sempre a mesma coisa: acho que essa comparação é JUSTÍSSIMA.
Se eu, engenheiro, por qualquer motivo, tiver de ser comparado com outros profissionais, acho muito justo que seja com médicos, com dentistas ou com advogados. Afinal temos muito mais coisas em comum do que diferenças. Somos todos prestadores de serviços. Nosso produto (nosso serviço) é altamente especializado e todas essas atividades demandam profissionais com capacidade intelectual diferenciada. Ninguém chega a ser médico, advogado, dentista, agrônomo, arquiteto ou engenheiro apenas por ter um belo par de olhos, uma voz doce, algum dinheiro no banco ou um padrinho influente... A conquista de qualquer um desses títulos demanda qualidades e habilidades especiais, muito estudo e empenho (às vezes até muitos sacrifícios).
Temos, é verdade, muitas semelhanças, quando a comparação é feita no nível da qualificação. Porém, no exercício das profissões e no comportamento empresarial de cada grupo as diferenças aparecem e são enormes. Neste texto concentramos nossas reflexões sobre a formação dos profissionais de Engenharia. No entanto, nossa experiência e a convivência com milhares de arquitetos e agrônomos dos mais distantes lugares do Brasil nos permitem acreditar que os conceitos podem se estender sem problemas também para esses profissionais. Voltemos no tempo.
Voltemos ao tempo em que essa pessoa (que hoje é um engenheiro) tinha seus quinze, dezesseis anos, um ou dois anos antes do vestibular. Esse moço ou essa moça é, muito provavelmente, um dos melhores alunos da sua sala (talvez da escola). É um expoente estudantil, requisitado pelos colegas, elogiado pelos professores, respeitado pelos pais (de quem é motivo de muito orgulho) valorizado pelos parentes, pelos vizinhos, admirado pelas garotas (ou garotos).
Comparemos nosso amiguinho com o estudante de quinze ou dezesseis anos que virá a ser médico, dentista ou advogado.
Veremos quase nenhuma diferença.
É isso mesmo. Na origem, são todos iguais. Têm o mesmo perfil, a mesma história, o mesmo rendimento. Todos são brilhantes e bem sucedidos.
Vem o vestibular. Ingressa, cada qual, na faculdade que escolheu... E é aí que as diferenças começam a aparecer. Os estudantes de medicina e de odontologia são enquadrados em um ambiente novo, com pessoas que se vestem de uma maneira diferente, se comportam de uma maneira diferente e que estabelecem uma identidade visual (e, por decorrência, uma identidade psicológica) com a atividade profissional que irão exercer alguns anos depois.
Os estudantes de direito, já nos primeiros meses de escola convivem com professores que vêm para as aulas de terno, gravata, sapato social, barba feita ou bem cuidada. E o mais interessante: aqueles senhores e senhoras respeitáveis, bem vestidos e de fina educação (os professores), tratam os seus alunos por “senhor” ou “senhora”, com toda a fineza e educação que a prática profissional recomenda. E estimulam seus alunos a acreditar e se convencerem de que são superiores. Que estão se preparando para “falar com o Estado” (privilégio que não é concedido a nenhum outro profissional...). Enfim, aprendem que precisam respeitar os outros, mas aprendem, antes de tudo, que precisam exigir respeito para si.
Nos últimos anos de faculdade, estudantes de odontologia e medicina já se vestem como se médicos ou dentistas fossem. Freqüentam clínicas e atuam como profissionais na área da saúde. Assumem, enfim, um ou dois anos antes de terminada a faculdade, todo um comportamento típico de médico. De dentista.
Os estudantes de Direito, por sua vez, a partir da Segunda metade do curso, já se vestem como advogados (roupa social, sapato, eventualmente gravata e um terno ou blazer...). Mantém com os seus professores e com os seus colegas um comportamento e um vocabulário apropriados para as lides jurídicas. E, o mais importante: são tratados, pelos seus professores, como Doutor. (Dr. Fulano, termine seu relatório até a próxima aula. Dr. Sicrano, esteja preparado para a prova final, na sexta-feira.). Apesar de ainda não terem concluído o curso.
Os estudantes de engenharia, ao contrário, a partir do início do curso, a única diferença que eles conseguem perceber na faculdade, em relação ao ensino médio é o grau de dificuldade (que simplesmente quintuplica!).
Não existe nenhum estímulo a um comportamento novo, nenhuma referência, um exemplo positivo de comportamento. Nenhuma motivação para um desenvolvimento psicológico alternativo. Nenhum elemento que interfira na formação do profissional do ponto de vista da sua imagem física composta de aspectos visuais e comportamentais. A vida social, no ambiente da faculdade, é muito restrita, quando não inexistente.
Além do mais, a faculdade entra na vida desses jovens como um elemento de ruptura. Os alunos são colocados em uma condição a que eles não estavam acostumados. Estavam acostumados a tirar notas máximas com a maior facilidade e, de repente, passam a sofrer e ter grandes dificuldades para obter notas mínimas ou médias. Deixam de ser respeitados pelos seus professores que se tornam distantes e autoritários e perdem a admiração dos colegas que estão todos desesperados tentando se salvar de uma coisa que ainda não estão entendendo direito.
Não que as faculdades de medicina, direito ou odontologia sejam fáceis. Ocorre que lá os estudantes têm compensações psicológicas que os estudantes de engenharia não têm. Essas faculdades, por diversos mecanismos, inexistentes nas escolas de engenharia, dão continuidade ao amadurecimento psicológico e social do futuro profissional. E, com isto, mantêm em alta a motivação e auto-estima dos seus estudantes.
Na engenharia não existe nenhum processo de acompanhamento psicológico para aquele estudante desesperado que teve a sua carreira de sucesso estudantil subitamente interrompida (mesmo os alunos que continuam conquistando notas altas, acabam sentindo a falta do aplauso dos colegas, do respeito dos professores e da admiração coletiva). E não existe ninguém para explicar o que está acontecendo. Ninguém para dizer a este estudante que ele não é tão inepto ou incapaz como, algumas vezes os professores parecem querer provar.
É quase geral, por parte dos professores, nas escolas de engenharia, a manifestação desnecessária de superioridade intelectual, o exercício gratuito de poder e o terrorismo psicológico.
E o estudante, que entrou na faculdade no auge positivo da auto-estima, vai recebendo, ao longo de cinco anos, das mais variadas formas, uma única mensagem: “Você não é tão bom quanto você pensava que fosse !”.
Ao contrário dos estudantes de direito, medicina ou odontologia, que têm como professores, profissionais que atuam no dia-a-dia de suas atividades, os estudantes de engenharia passam cinco anos submetidos aos rigores (e, em alguns casos, caprichos) de engenheiros que não atuam, profissionalmente, como engenheiros e sim como professores, e que, portanto, não têm a vivência da atividade profissional e não têm a ciência ou a consciência das relações comerciais que vão definir o sucesso ou o fracasso dos profissionais que eles estão formando.
Como resultado disso, ao final de cinco anos, o estudante de engenharia se transforma em um engenheiro. E este engenheiro é completamente desprovido de auto-estima, de respeito próprio, de prazer profissional ou de consciência de mercado. Na metade do último semestre da faculdade, dois meses antes de receber o diploma e ser entregue aos leões do mercado, o estudante de engenharia ainda é tratado como mero es-tu-dan-te.
Em momento algum, durante a faculdade, o estudante de engenharia é tratado como engenheiro, em momento algum, durante esses cinco anos, a escola propicia a percepção da mudança de condição de estudante para a condição de profissional.
Estudantes de direito, medicina e odontologia, ao contrário, muito antes do fim da faculdade já têm uma noção razoavelmente clara das dificuldades do exercício profissional que eles irão enfrentar. Com isso vão desenvolvendo mecanismos psicológicos de defesa e saem da faculdade com maior grau de segurança. Entram no mercado profissional de cabeça erguida, com uma consciência de valor. E com todo o processo de construção da imagem profissional em andamento. Estudantes de engenharia não são estimulados a se vestir bem, nem a ter preocupações com técnicas de comunicação ou relacionamento social ou de exercício intelectual não linear. Com isso acabam não desenvolvendo habilidades gerenciais ou de relacionamento com o mercado.
Esta é uma das razões pelas quais as organizações de engenharia são, quase sempre, extremamente burocráticas e conservadoras.
Engenheiros (ao contrário de advogados, médicos e dentistas) não comandam seu ambiente de trabalho. Por mais que detenham o conhecimento e a técnica, os engenheiros são, via de regra, pouco influentes em relação ao produto final, seja uma construção, uma instalação, um empreendimento complexo ou um processo produtivo.
O mais lamentável é que os engenheiros, via de regra, só vão perceber os resultados da negligência com a imagem física, a comunicação não-verbal e o comportamento no mercado, depois de já terem acumulado muitas perdas desnecessárias (algumas das quais, infelizmente, irreversíveis).
E qual é a utilidade desse discurso? Qual a importância de se colocar este tema no papel? Porque tornar pública esta opinião, que, com certeza aborrecerá alguns segmentos? Ninguém é ingênuo a ponto de acreditar que a simples leitura deste ensaio leve um diretor de escola de engenharia, um professor, um estudante ou um profissional de engenharia a alterar o seu comportamento. O que se espera é que essas pessoas, a quem o texto é dedicado, tenham um momento de reflexão. E que a esse momento de reflexão se siga uma atitude. E que essa atitude tenha como objetivo dar um futuro melhor para a engenharia no Brasil.
A engenharia depende dos engenheiros. E os engenheiros começam a ser formados aos quinze ou dezesseis anos, ainda no ensino médio.
Eu ainda acho, como sempre achei, que o conhecimento científico que é transmitido aos estudantes durante a faculdade de engenharia é fundamental. E que o valor da engenharia está sustentado na capacidade intelectual e técnica dos seus profissionais.
No entanto, vejo como importantíssima uma nova visão, nesse processo de formação do engenheiro, que leve em consideração todo o relacionamento social dos estudantes entre si e com os seus professores. É importante que, aos estudantes, seja transmitida uma visão mais clara das relações comerciais que eles enfrentarão na vida profissional, seja na condição de profissionais autônomos, empresários ou empregados em alguma empresa.
Em qualquer um desses casos as relações sociais são elementos definitivos para o sucesso. É um “detalhe” que faz toda a diferença.
O estudante chega ao curso de Engenharia cheio de sonhos com a auto-estima elevada, transpirando confiança e auto-respeito. É muito triste que, dez ou quinze anos depois esse potencial tenha se transformado em um sujeito cabisbaixo, sem consciência de valor, destituído de auto-estima e respeito próprio. Abrindo mão da sua natural vocação de agente do desenvolvimento para ser mero instrumento de trabalho para terceiros.
Na Escola de Engenharia o engenheiro precisa ser “construído” para ser um vencedor. Precisa ser estimulado a acreditar no seu potencial. Confiar na sua inteligência. E, acima de tudo, precisa aprender a importância de manter a cabeça erguida.
Frase interessante...
José Roberto - Eng. Civil
quarta-feira, 14 de março de 2007
O que penso...
"Se você sabe onde quer chegar, encontrarás o caminho"
Não me lembro do autor!!